Curiosidades


CARIE DENTARIA
Odontopediatra

C "A cárie dentária é uma enfermidade bacteriana multifatorial que para sua instalação necessita de interação de três fatores básicos: o Hospedeiro (dente), a Microflora (bactérias) e o Substrato (alimentos cariogênicos), Keyes, 1972. Em 1988 Newbrun adicionou o quarto fator: o Tempo. Estes fatores, ao se interagirem, geram a doença que se manifesta através de um sinal clinico que é a lesão cariosa ou simplesmente cárie. A cárie de mamadeira inicia-se como uma mancha branca opaca na face vestibular dos dentes superiores, progredindo para uma cavitação mais profunda.

Segundo Walter (1992) à prevalência de cárie em crianças de 0 a 36 meses de idade foi de média de 26,5%, sendo que em crianças de 1 ano e meio a 3 anos foi de quase 50%. A cárie de mamadeira tem na sua etiologia fortes componentes sócio-culturais relacionados com a amamentação noturna e a ausência de limpeza e/ou escovação.

Dica: a cárie de mamadeira está intimamente ligada principalmente ao aleitamento noturno e a ausência de higiene após o mesmo. Após a amamentação de seu filho realize a limpeza dos seus dentes e gengiva com gaze, fralda ou escova dental embebida em água filtrada ou creme dental sem flúor. O melhor controle da cárie de mamadeira é a educação odontológica, por isso leve seu filho ao dentista infantil (Odontopediatra) para o acompanhamento precoce.


Aftas em bebês
Gengivoestomatite Herpética

G "Gengivoestomatite Herpética é a manifestação clínica mais frequente da primeira infância transmitida pelo vírus herpes simples. A primoinfecção ou infecção primária corresponde ao primeiro contato com o vírus. É caracterizada pelo aparecimento de vesículas e lesões ulceradas (aftas) nas gengivas e bochecha assim como na região da boca e linguá. É muito frequente em todas as idades, ocorrendo maioritariamente na infância. Aos 5 anos de idade um terço das crianças já teve contato com o vírus. Aos 20 anos praticamente 100% da população já foi infectada com este vírus. A gengivoestomatite herpética é mais frequente entre os 6 meses e os 5 anos de idade, mas não é rara em crianças mais velhas ou até na adolescência. A maioria das mães já está imune contra o vírus herpes simples -1 (VHS-1). Portanto, elas transmitem anticorpos aos filhos. Estes perdem os anticorpos até aos 6 meses, ficando susceptíveis a partir desta idade. Na idade adulta ocorrem habitualmente as reativações principalmente quando há uma queda na imunidade.

Os principais sintomas são febre (por vezes elevada), mau-hálito, gengivas muito vermelhas, inchadas e facilmente com sangramento ao toque, vesículas que evoluem para aftas/úlceras na mucosa, sialorreia (babam-se muito mais do que o habitual), recusa alimentar (as que conseguem comer apenas toleram líquidos frios); recusa em manter a chupeta na boca. São muito comuns e muito características as vesículas em volta da boca e/ou do nariz. Os gânglios linfáticos do pescoço estão também aumentados. Na criança saudável, a GEH é uma doença benigna e perdura-se por volta de 7 e 10 dias. As lesões orais aumentam progressivamente nos primeiros 3 a 5 dias nesta fase as lesões orais podem ser extremamente dolorosas levando a recusa alimentar com risco de desidratação. O tratamento é basicamente sintomático com a administração de anti-retroviral, analgésico e antiinflamatório. A alimentação deve ser líquida e fria (leite, yogurt, gelados) durante a fase pior da doença, de modo a diminuir o desconforto e a dor na mucosa oral. Pode ser necessário recorrer à hidratação por sonda .

Nasogástrica ou endovenosa nos casos de recusa alimentar total. Os analgésicos e antipiréticos (ex: paracetamol ou ibuprofeno) devem ser utilizados para a febre e/ou para a dor. Todos os anestésicos e antivirais tópicos (na boca) não têm qualquer utilidade real, contribuindo apenas para incomodar ainda mais a criança. Será de referir que todos os antibióticos e anti-fúngicos são completamente ineficazes. De modo a prevenir a infecção por VHS, pode-se evitar o contato direto ou com gotículas de saliva de indivíduos infectados, nomeadamente evitando a partilha de copos, brinquedos ou outros utensílios. No entanto, a maioria dos indivíduos transmissores do vírus são assintomáticos, o que dificulta a sua identificação e a implementação de medidas protetoras. A falta escolar de crianças com GEH está indicada durante o período de lesões orais ativas. Procure atendimento médico/odontológico de um Odontopediatra para o correto diagnóstico, orientações e tratamento. Referência Bibliográficas Gengivoestomatite herpética ou febre aftosa na criança? Aphtous fever or herpetic gingivostomatitis in children.SAÚDE INFANTIL 2010 // 32 (3): 135-136 DEZEMBRO .


Seu
Dentista

O "O Odontopediatra é o dentista especialista em criança, conhecido popularmente como dentista infantil, ele trabalha na prevenção e no tratamento de doenças bucais mais comuns nos infantes. O dentista infantil usa de artifícios lúdicos para que a criança aceite o tratamento de forma divertida. Como dentista infantil o desafio é enorme, mas o amor aos pequenos supera tudo. .

Ser dentista infantil nos dias atuais não é fácil, pois as crianças estão cada dia mais envolvidas com grandes atividades e mergulhadas na tecnologia. A nossa filosofia é "educar pra prevenir e prevenir educando". Desta forma a criança logo cedo aprende a necessidade dos cuidados com sua higiene oral. A visita ao dentista infantil deve ser precoce, a partir, do primeiro ano de vida do bebê, pois assim o Odontopediatra irá instruir os pais ou responsáveis quanto aos cuidados com alimentação, higiene da boca do bebê, anatomia e principais fatores de risco a saúde da criança. O Clube Odonto Kids está equipado para receber as crianças em um ambiente agradável e um atendimento divertido. Faça parte deste clube e proporcione ao seu filho(a) uma saúde bucal diferenciada e tenha a garantia de uma vida longa e saudável. .


Chupetas e suas
conseqüências

A A história da chupeta remonta a milhares de anos, pois escritos antigos de Sorano (século II) e Oribasius (século IV) referem que objetos açucarados e mel eram usados para acalmar os recém- nascidos. Escavações de tumbas de bebês que viveram há 3.000 anos revelaram a existência de peças feitas de argila, em forma de porco, sapo ou cavalo, que possuíam um orifício pelo qual era introduzido mel e outro, na boca do animal, que permitia que a criança sugasse seu conteúdo.

Também existem referências de que elas podiam ser mergulhadas em produto alcoólico (brandy) ou conter opiáceos, sendo empregadas para tranquilizar as crianças com fome ou dor, “fazendo-as dormir”. Os hábitos orais (sucção, roer unhas, fumar, mascar) aliviam a tensão em momentos de ansiedade. A chupeta costuma ser oferecida quando a criança chora. Ela vem sendo alvo de discussão nos últimos anos, principalmente após 1970, quando teve início o movimento de incentivo ao aleitamento materno. Passou a ser contraindicada, não só por provocar a confusão de bicos e prejudicar o estabelecimento da amamentação, mas também pelo fato de postergar a mamada, ao ser empregada para acalmar a criança, que, na realidade, está faminta, favorecendo o desmame. Quanto menos a criança suga o seio materno, menor é o estímulo à produção de leite. As chupetas modernas tiveram origem a partir dos mordedores oferecidos às crianças por ocasião da erupção dentária para confortá-las. Seu nome em inglês demonstra sua utilidade, já que pacifier vem de pacify, que significa “pacificar”,“acalmar”. Essas peças, feitas em metal, eram formadas por apito, guizos e uma porção dura de coral, osso, marfim ou madrepérola. Sua finalidade não se restringia só ao alívio da dor por ocasião da erupção dentária, mas também era provida de um significado místico, uma vez que os guizos e o apito serviam para afastar os maus espíritos e as doenças, que eles acreditavam serem responsáveis pelas altas taxas de mortalidade infantil.
A indústria, principalmente no período pós-guerra, desenvolveu a borracha semissintética e, depois, a sintética, eliminando o cheiro e o gosto desagradáveis, além dos resquícios de chumbo e substâncias alergênicas (resultantes de químicas adicionadas ao látex para lhe conferir maior elasticidade), que representavam risco à saúde. Desde então, sua forma pouco variou. O látex, que não permitia a esterilização repetida e rompia com mais facilidade, deu lugar ao silicone. A chupeta, inicialmente manufaturada em várias peças que podiam se desprender e apresentar risco à saúde da criança (bico, aparador de lábios e uma argola que permitia ser segurada ou atada por uma fita ao pescoço), passou a ser apresentada em uma peça única que engloba o bico, anteparo para os lábios e uma porção esférica por onde pode ser segurada. A peça de forma arredondada que toca os lábios tomou “forma de rim”, permitindo a liberação das narinas na porção superior. Embora a maioria dos profissionais, quando questionados a esse respeito,desaconselhem seu uso, as famílias frequentemente a oferecem a seus filhos com base no saber comum, passado de geração a geração, que afirma que a chupeta acalma a criança. Em geral, ela faz parte do enxoval do bebê e é comprada antes da criança nascer. A chupeta age na boca como uma força não intencional que pode produzir e/ou acentuar a má oclusão dentária por alterar o tônus muscular peri e intraoral. Assim, pode postergar a total erupção dos incisivos (mordida aberta), forçando também sua protrusão, e estreitar o arco superior, aumentando a atividade muscular sobre os caninos e a diminuindo sobre os molares, o que determina a mordida cruzada posterior.
Vários autores têm publicado artigos relacionando o uso de chupeta com a cárie dentária. Yonezu & Yakushiji, observaram que o uso de chupeta aos 18 meses de vida é um fator de risco para o desenvolvimento de cárie. Segundo Vázquez-Nava et al., este risco é duas vezes maior nas crianças que usam chupeta do que nas que não têm esse hábito. A chupeta é responsável pela menor duração do aleitamento materno. Pode provocar asfixia, intoxicações ou alergias e aumenta o risco de cáries, infecções e parasitoses. Causa problemas de dentição e fala principalmente se seu uso se prolongar além dos 3 ou 4 anos. Por isso faça o acompanhamento precoce do seu bebê com o dentista infantil (Odontopediatra) e junto com sua família evite o uso da chupeta ou retire-a o mais brevemente possível. REFERÊNCIA Castilho SD, Rocha MA. Pacifier habit: history and multidisciplinary vision. J Pediatr (Rio J). 2009;85(6):480-489. Artigo submetido em 25.05.09, aceito em 07.07.09. .

Aleitamento Materno
amamentar

A Amamentar é muito mais do que nutrir a criança. É um processo que envolve interação profunda entre mãe e filho, com repercussões no estado nutricional da criança, em sua habilidade de se defender de infecções, em sua fisiologia e no seu desenvolvimento cognitivo e emocional, além de ter implicações na saúde física e psíquica da mãe. É muito importante conhecer e utilizar as definições de aleitamento materno adotadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e reconhecidas no mundo inteiro (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2007). Assim, o aleitamento materno costuma ser classificado em: .

• Aleitamento materno exclusivo – quando a criança recebe somente leite materno, direto da mama ou ordenhado, ou leite humano de outra fonte, sem outros líquidos ou sólidos, com exceção de gotas ou xaropes contendo vitaminas, sais de reidratação oral, suplementos minerais ou medicamentos. • Aleitamento materno predominante – quando a criança recebe, além do leite materno, água ou bebidas à base de água (água adocicada, chás, infusões), sucos de frutas e fluidos rituais. • Aleitamento materno – quando a criança recebe leite materno (direto da mama ou ordenhado), independentemente de receber ou não outros alimentos. • Aleitamento materno complementado – quando a criança recebe, além do leite materno, qualquer alimento sólido ou semi-sólido com a finalidade de complementá-lo, e não de substituí-lo. Nessa categoria a criança pode receber, além do leite materno, outro tipo de leite, mas este não é considerado alimento complementar. • Aleitamento materno misto ou parcial – quando a criança recebe leite materno e outros tipos de leite.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam aleitamento materno exclusivo por seis meses e complementado até os dois anos ou mais. Não há vantagens em se iniciar os alimentos complementares antes dos seis meses, podendo, inclusive, haver prejuízos à saúde da criança, pois a introdução precoce de outros alimentos está associada a: • Maior número de episódios de diarréia; • Maior número de hospitalizações por doença respiratória; • Risco de desnutrição se os alimentos introduzidos forem nutricionalmente inferiores ao leite materno, como, por exemplo, quando os alimentos são muito diluídos; • Menor absorção de nutrientes importantes do leite materno, como o ferro e o zinco; • Menor eficácia da lactação como método anticoncepcional; • Menor duração do aleitamento materno.
Melhora o desenvolvimento da cavidade bucal do bebê. O exercício que a criança faz para retirar o leite da mama é muito importante para o desenvolvimento adequado de sua cavidade oral, propiciando uma melhor conformação do palato duro(céu da boca), o que é fundamental para o alinhamento correto dos dentes e uma boa oclusão dentária. Quando o palato é empurrado para cima, o que ocorre com o uso de chupetas e mamadeiras, o assoalho da cavidade nasal se eleva, com diminuição do tamanho do espaço reservado para a passagem do ar, prejudicando a respiração nasal. Assim, o desmame precoce pode levar à ruptura do desenvolvimento motor-oral adequado, podendo prejudicar as funções de mastigação, deglutição, respiração e articulação dos sons da fala, ocasionar má-oclusão dentária, respiração bucal e alteração motora-oral. Os movimentos mandibulares durante as mamadas proporcionam adequado crescimento, permitindo um posicionamento ideal da mandíbula para a erupção dentária. Além disso, no aleitamento materno, ao contrário da alimentação artificial, o bebê apresenta respiração nasal, sendo que esta é vital, tendo como finalidade o fornecimento de oxigênio às células e a retirada de dióxido de carbono do sangue. Além disso, o nariz possui as funções de filtrar partículas, transportar o ar através de mucocílios, umidificar o ar, promover o olfato, proteger as vias aéreas, favorecer a proteção imunológica, e, mais, possui papel importante na ressonância da voz. De acordo com Carvalho (2003), a amamentação é considerada uma prática que permite a prevenção primária dos distúrbios tanto das estruturas quanto das funções responsáveis pela Síndrome do Respirador Bucal. Enfim, são inúmeras as vantagens do aleitamento materno para o crescimento das estruturas e desenvolvimento das funções do sistema estomatognático. REFERÊNCIAS Gomes, Cristiane Faccio. Avaliação eletromiográfica dos músculos masseter, temporal e bucinador de lactentes em situação de aleitamento natural e artificial / Cristiane Faccio Gomes. 2005. 179 fls. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde da criança: nutrição infantil: aleitamento materno e alimentação complementar / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2009. 112 p. : il. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos) (Cadernos de Atenção Básica, n. 23)
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